Lar Temporário

Sábado, finalmente, consegui ir ao abrigo do Adote um Gatinho e, como eu já imaginava, tem uma porção de gatinhos doentes. A maioria está com gripe, muito catarro e nariz escorrendo. A Juliana, uma das donas do AUG, faz de tudo pra resolver, mas é muito, muito difícil, porque sempre tem um mais arisco que não se deixa medicar direito. Com o frio, a doença volta e passa para os outros. Abrigo é assim mesmo. Abrigo TEM de ser TEMPORÁRIO. Não é um lugar pra morar. E tem gatinhos lindos....
















Os gatinhos têm comida, água fresca e tratamento quando precisam. Mas não é uma casa. Eles não gostam de viver em grandes turmas. Resultado: u
ns ficam com depressão, outros se tornam amuados, outros tristes, outros ariscos ou bravos. Tem gatinhos que chegam da rua sofridos e, ainda assim, são uns amores, mas, com o passar do tempo no abrigo, começam a entrar em depressão ou a brigar e bater nos outros. Se forem para uma casinha, mesmo que tenha outros gatos, o estresse passa e eles voltam a ser o que eram - carinhosos, meigos e companheiros.
Alguns mais medrosos se escondem em cima de uma caixa dágua que fica sob o teto, de medo das pessoas. A maioria deles só estão com medo
ou apanharam de algum outro gato. Claro, há outras salas pra separar quando alguém se excede demais, mas mesmo assim é complicado. E agora, no frio, é mais triste ainda. Não dá pra deixar lugarzinho fofinho e quentinho pra todos. A única saída é tirar os gatinhos de lá, principalmente os que estão há mais tempo, os que estão deprimidos e os que têm grandes chances de adoção. Olha só o medo de sofrerem novos maltratos...
















Com dor no coração, algumas gateiras do AUG decidiram fazer um esforço concentrado para conseguir lar temporário. É claro que, antes de ir para uma casinha provisória, eles passarão pela Dra. Angélica, que cuidará da saúde deles, e que faremos uma super-ultra-
mega divulgação deles nos sites, nos blogs das gateiras e onde mais for possível. Você pode ajudar? Deixe uma mensagem, então, que eu entro em contato.
Para alegrar os posts - esse e os próximos - vou colocar notícas e fotinhos dos gatinhos que são doces, dengosos e estão na listinha de pré-lar temporário... Quer mais uma carinha linda? Então, lá vai... vocês acreditam que essa coisinha doce está abandonada, com frio e precisando de u
m lar. Se estiver interessada (o) e tiver telas em casa, deixe um post pra mim...

Dessa vez, vai!

Eu sei, eu sei...demorei de novo pra escrever. Mas andei tão corrida e aconteceram tantas coisas... Entre elas, teve "um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar". Foi a Fifi, gatinha com uma história triste, que, assim como sua irmãzinha (assustadíssima, que vive no abrigo do Adote um Gatinho em uma casinha dentro de uma gaiolinha de tanto medo) teve câncer nas tetinhas de tanto a antiga dona dar anticoncepcional, ao invés de castrar. Depois da cirurgia, ela ficou razoavelmente bem, mas era uma gatinha pequenininha, debilitada, não tinha como ficar no abrigo. Isso cortou meu coração.

Resumindo: trouxe a Fifi (no abrigo chamada de Frê) para casa e cuidei dela com carinho e dengo. Ela melhorou, ficou lindinha.....














Mas não durou muito tempo assim. Logo a respiração começou a ficar ofegante - esse câncer, segundo a veterinária, é violento e sempre dá metástase no pulmão. Ela perdeu a empolgação e, em algumas semanas, só ficava deitadinha e o rim parou de funcionar. Não teve jeito. Tive de me despedir da Fifi, com lágrimas nos olhos e o coração doendo. Mas não podia deixar que ela continuasse a sofrer, já que não teria como curar...
Vejam como era linda a minha princesinha do arco-íris:

Gatinho do pau oco

Dez dias antes de completar o terceiro mês do Kim em casa, é hora da checagem trimestral felina. Lá estou eu: vacinas, ok; anti-pulga/carrapato/sarna/micose/chulé/etc, ok; castração, ok. Ooops... faltou o vermífugo! E logo agora que eu começava a ganhar a simpatia do desconfiado Kim, meu petibanco resgatado pela Susan do AUG muito judiado, que ainda é ressabiado com as pessoas e prefere, claramente, os amigos-gatos.
Para driblar o problema, vamos usar o Profender -- vermífugo de pipetinha, que se coloca na nuca, semelhante ao anti-pulgas --, assim evitamos maiores traumas. Tudo parecia perfeito, não fosse o fato de tratar-se de bigodes. Com eles, nem sempre as coisas saem conforme o script. Pois não é que tudo virou às avessas?
O Toby, meu gato amarelo de zóinho redondo, sempre pronto a traquinagens, ficou requenguelo pelos cantos, algo entre amoado e enjoado. Cheguei a achar que estava meio febril. A Melissa, uma rabugenta incorrigível, nem se deu conta do remédio. Mas, o Kim...
Acho que ele realmente precisava do vermífugo. Só pode ser isso. Começou sacolejando a cabeça até espalhar parte do produto pelo chão da sala. Até aí, tudo bem. A dose era para um gato de até cinco quilos e ele tem, no máximo, três. Ou seja, sobrou vermífugo suficiente nas costas pra fazer o serviço completo. O curioso é que ele tá diferente desde o day after do vermífugo.
De meio medrosinho e encolhido, ele passou se mostrar um verdadeiro santinho, digo, gatinho do pau oco. Tá mais arteiro e espuleta, pula em cima da Melissa só pra ver a coitada correr apavorada, ataca o Toby como nunca, a ponto do grandalhão fazer fuzzz (reação que ele nunca havia tido antes) e correr. O santinho-novato, ao contrário, tá mais oferecido, confiado e atirado. É uma arte atrás da outra. Parece que colocaram pó de pirlimpimpim naquela pipeta. Ele já detonou até a 'plantação de milho de pipoca' que fiz em uma jardineira no quintal, para amenizar os frequentes ataques felinos ao estimado pé de cidreira da minha mãe. Olha o ar de "eu? eu quem? não fiz nada..." atrás da touceira desmelinguida e amassetada. Santo remédio.... rs

Desalinho Felino

Dormir é bom. Dormir bem, é um santo remédio. Agora... dormir como um gato, isso é uma arte! Juro que já tentei dormir com o mesmo desalinho felino. Não consegui. Mas um dia... ah! um dia eu chego lá! Descontando o 'pequeno detalhe' que desarrumaram toda a minha cama de tanto brincar, fala a verdade: tem sono mais relaxante que esse?








Novo membro do clã


Pois é... fiquei sem tempo, depois me envolvi com outros projeto e perdi o pique de escrever nesse período. Demorei tanto que a família cresceu aqui em casa. O novo membro é um piludinho fofo, doce e lindo do coração: o Kim, um gatinho de apenas 10 meses, mas que já passou por poucas e boas nessa vidinha. Então, pra recomeçar com o pé direito, eis o bonitinho...

Trabalho com tecido

Sou uma apaixonada por tecidos...

Faço verdeiras loucuras quando vou a uma loja de tecidos e fico horas navegando nos blogs que descobri na Internet. Há coisas muito interessantes e excelentes receitas para quem quer começar alguns trabalhos manuais.

Pra começar, quero mostrar alguns de meus trabalhos. Essas caixas são de MDF, forradas com tecidos. São caixas grandes (33x23, com 13 de altura), práticas para guardar inclusive documentos sem dobrar. Espero que gostem...























Em boa companhia...

Para começar - e como uma boa mãe-coruja - quero apresentar meus filhotinhos, que sempre estão ao meu lado enquanto trabalho ou nos momentos que dedico ao artesanato:
Esse 'malhelinho' é o Toby, que encontrei ainda bebê, perdido e aos berros em plena Radial Leste. A carinha já diz tudo: é levado da breca. É o que eu chamo de olhinho de jatubicada - os olhinhos redondinhos de quem é muiiito arteiro. É o meu menininho doce e amoroso.














A rajadinha é a minha amada rabugenta, medrosa, mau-humorada e apaixonada Melissa, uma gatinha que foi encontrada ainda bebê em um saco de lixo de uma casa abandonada, muito fraquinha e doente. Hoje, ela tem cerca de sete quilos e é do tipo "tourinho". Uma fofa, mas que não aceita colo e não deixa pegar. Mas passa o dia pedindo carinho...















Vocês não imaginam como faz bem para o coração e a alma ter companhias como essas. Elas são carinhosos, doces, apaixonados e apaixonantes... Quem diz que não gosta de gatinhos é porque nunca teve um. Quando tiver, vai mudar de idéia de um dia para o outro...